sábado, 24 de agosto de 2013

Raínhas de Portugal - Dinastia de Aviz


D. Filipa de Lencastre ( Phillipa Plantagenet, Duchess of Lancaster ) - D. João I

Rainha de Portugal, nasceu em Leicester em 1359, era filha primogénita de João de Gaunt ( John of Gaunt ), filho do rei Eduardo III de Inglaterra e de D. Branca de Lencastre,( Blanche of Lancaster ) duques de Lancaster. Casou a 2 de Fevereiro de 1387 com D. João I, na Sé do Porto. D. Filipa era irmã de Henrique IV de Inglaterra. Faleceu de Peste Negra em Odivelasem 19 de Julho de 1415. 

Educada em Inglaterra, numa das propriedades rurais de seu pai, pouco se sabe da sua vida até aos 26 anos. Em 1386 embarcou com seu pai, sua madrasta e sua irmã, D. Isabel, para Castela, sendo então prometida a D. João I, rei de Portugal. Deste casamento nasceram oito filhos, descendência essa que
ficou conhecida como a "ínclita geração".

Foi uma rainha generosa e amada pelo povo. Os seus filhos que chegaram à idade adulta seriam lembrados como príncipes cultos e respeitados em toda a Europa.

D. Filipa nunca se desligou dos hábitos ingleses e, por sua influência, novos costumes se introduziram na corte portuguesa, o que viria a manifestar-se na conduta, na formação moral e até na actividade literária de seus filhos D. Duarte, D. Pedro, D. Henrique e D. Fernando. D. Filipa promoveu sempre o fortalecimento das relações comerciais, políticas e diplomáticas com Inglaterra, sendo já o seu casamento, aliás, um contributo para a consolidação da aliança luso-britânica, estabelecida em 1372. Incitou a fidelidade de Portugal ao papa, acompanhando e interessando-se igualmente pela preparação dos planos para a conquista de Ceuta. ( Leia-se Os filhos de D. João I de Oliveira Martins )

Morreu de peste em Odivelas, nas vésperas da partida para Ceuta, não sem antes entregar a cada um dos infantes, D. Duarte, D. Pedro e D. Fernando, uma espada, com a qual viriam a ser armados cavaleiros por seu pai, D. João I. Foi sepultada em Odivelas, e posteriormente, trasladada para o mosteiro da Batalha, para a Capela do Fundador.

D. Leonor de Aragão - D. Duarte 

Rainha de Portugal, nasceu em 2 de Maio de 1402, filha de Fernando I, rei de Aragão e da Sicília, tornou-se rainha de Portugal pelo seu casamento com D. Duarte, que se celebrou emCoimbra, em 1428. Foi seu irmão, D. Afonso V de Aragão, quem tratou do consórcio, já que nele via a maneira mais eficaz de ligar solidamente as casas reais de Aragão e Navarra e de Portugal.

D. Leonor apoiaria seu marido, D. Duarte, em todo o seu reinado, e, aquando da tomada de decisão sobre a continuação da expansão portuguesa no norte de África, manifestou-se a favor desta empresa,
intercedendo mesmo junto de D. Duarte para que a expedição a Tânger tivesse lugar. D. Duarte tinha-a, de facto, como boa conselheira e uma prova da sua afeição por Leonor, reside no facto de lhe dedicar o Leal Conselheiro, num prefácio dirigido "à muito prezada e amada Rainha e Senhora". Faleceu em Toledo em 19 de Fevereiro de 1449.

Teve 8 filhos: Branca, Afonso, D. Duarte, Pedro, Henrique e Isabel, Fernando e João,

D. Duarte faleceu cedo (1438), deixando então D. Leonor como regente do reino, até D. Afonso V atingir a maioridade. Esta disposição gerou, contudo, grande controvérsia no reino, já que a opinião pública considerava os infantes D. Pedro, D. Henrique e D. João mais capazes de governar. D. Leonor manteve-se, no entanto, como regente até 1440, assinando os actos régios como "a triste rainha", ano em que foi substituída pelo infante D. Pedro, acabando por ser afastada da corte, e exilando-se então em Espanha, vindo a falecer em Toledo. Teve 8 filhos: João, Filipa, D. Afonso V, Leonor, Duarte, Joana, Catarina e Fernando.

D. Isabel - D. Afonso V 

D. Isabel, Rainha de Portugal, também chamada de D. Isabel de Lancastre, D. Isabel de Avis ou mais modernamente, no estrangeiro, D. Isabel de Coimbra; Nasceu em Évora em 1402 e faleceu em 2 de Dezembro de 1455, rainha de Portugal, filha do Infante-Regente D. Pedro, Duque de Coimbra e de sua mulher a princesa D. Isabel de Aragão, condessa de Urgel, filha do rei Jaime II de Aragão. Casou em 6 de Maio de 1447 com o seu primo direito D. Afonso V.

A rainha D. Isabel viveu desde a infância um belo caso de amor com o seu rei e primo, junto de quem foi criada na corte de seu pai, o regente, e que lhe retribuía com fervor essa afeição. Sofreu cruel
desgosto com a intriga urdida pelo 1º Duque de Bragança contra seu pai, que veio a culminar na Batalha de Alfarrobeira, não tendo este incidente no entanto diminuído a afeição e confiança absoluta existentes entre o Rei e a sua Rainha.Teve 3 filhos: João (1451-1452), Joana (1452-1490) e D. João II (1455-1495). 

Antes de morrer, a rainha D. Isabel de Aviz vai obter do rei e marido o arrependimento pelo tratamento dado aoInfante das Sete Partidas, cuja desgraça causara espanto, escândalo e consternação na Europa de 1449. A reabilitação da memória de D. Pedro ficou manifestada nas grandes cerimónias, ordenadas por D. Afonso V, na trasladação processional do corpo do Infante assassinado, pois este deslocava-se para a corte, obedecendo ao chamado do rei, acompanhado apenas de uma pequena comitiva e não armados para a guerra

Da humilde igreja de Alverca, onde por caridade o haviam sepultado em segredo, sob os degraus de pedra da entrada, alguns pescadores do rio Tejo, para Sta. Maria da Vitória da Batalha, junto de seus pais e irmãos. Ali, na Capela do Fundador, jaz também D. Isabel e seu marido, pais, filhos e netos, por ser esta o panteão da Dinastia a que todos

D. Leonor de Lencastre - D. João II 

Casou em 16 de Setembro de 1473. Nasceu a 2 de Maio de 1458 e faleceu em Xabregas, Lisboa, em 17 de Novembro de 1525. Filha do infante D. Fernando (irmão de D. Afonso V) e de D. Beatriz, casou aos 12 anos com o seu primo o futuro rei D. João II, então com15 anos, tornando-se assim rainha de Portugal. Desse casamento nasceu o príncipe D. Afonso, que nasceu em 1475 e morreu de acidente, numa queda de cavalo, em 1491.

Em 1476, ficou como regente do reino, por D. João II ter de se ausentar em defesa de seu pai em Castela. O facto de o seu filho D. Afonso ter morrido cedo levou a que D. João II pretendesse pôr no trono o filho bastardo (D. Jorge), levando D. Leonor a defender os interesses de seu irmão, D. Manuel,
na sucessão.

D. Leonor de Lencastre , destacava-se, pela formosura, inteligência e, sobretudo, pelo muito que sofreu e pelo bem que espalhou, Dona Leonor, a fundadora das Casas de Misericórdias, filha do Duque de Viseu, Dom Fernando, Grão Mestre de Aviz, e Grão Mestre de Santiago; neta Del Rei, Dom Duarte e duas vezes bisneta de Dom João I, Dona Leonor, a "Rainha dos sofredores", era de temperamento muito diverso do seu real consorte. Ela, linda e faceira, era impressionantemente bondosa. Tinha a fisionomia suavíssima, marcada pelos olhos azuis e cabelos louros, herdados de sua bisavó, Dona Filipa de Lencastre

Voltou a ser regente do reino em 1498, já durante o reinado de D. Manuel. Data desse período a criação dasMisericórdias, obra social que cresceu rapidamente e se espalhou por todo o reino. Deve-se-lhe também a construcção doHospital das Caldas que recebeu o nome de Caldas da Rainha (em sua homenagem) e o título de vila (1511). Foi também grande protectora e impulsionadora das artes e letras em Portugal. Fundou ainda os conventos da Madre de Deus e da Anunciada e a igreja de Nossa Senhora da Merceana.

Faleceu em Lisboa, tendo sido sepultada no convento da Madre de Deus. em campa rasa, ao lado da sua irmã, a Duquesa de Bragança.

D. Isabel de Aragão e Castela - D. Manuel I

Rainha de Portugal e primeira esposa de D. Manuel I. Nasceu em Dueñas a 2 de Outubro faleceu de parto em Saragoça em 28 de Agosto de 1498. Filha dos Reis Católicos espanhóis (Fernando e Isabel), veio para Évora em 1479 como caução por parte da vizinha Espanha no tratado das Terçarias de Moura. Aí casou em 1490 com o príncipe herdeiro de Portugal, D. Afonso, filho de D. João II.

Viúva em 1491, por morte de D. Afonso num acidente em Almeirim, voltou a casar, em 1497, com D. Manuel I quando este sucedeu a D. João II, colocando o casamento condições que obrigavam o monarca português a expulsar os judeus do país. Ambos foram jurados herdeiros dos tronos de Castela e Aragão (1498).

D. Isabel viria a morrer ao dar à luz o primogénito, D. Miguel da Paz, que, no próprio dia do nascimento, foi reconhecido e aclamado como herdeiro desses reinos e do de Portugal. O herdeiro, porém, viria a falecer com menos de dois anos de idade, pondo termo às esperanças de uma união ibérica.

D. Maria de Aragão - D. Manuel I

D. Maria de Aragão e Castela ou D. Maria de Trastâmara y Trastâmara Nasceu emCórdoba a 29 de Junho de 1482 , e faleceu em Lisboa a 7 de Março de 1517. Foi foi uma princesa aragonesa, segunda esposa de D. Manuel I, a qual viria a ser rainha de Portugal desde1501 até à sua morte.

Maria era filha dos Reis Católicos, Isabel I de Castela e Fernando II de Aragão.

Teve quatro irmãos, entre os quais Joana a Louca, rainha de Castela, e Catarina de Aragão, esposa de
Henrique VIII de Inglaterra (da qual o rei inglês se virá a querer divorciar e que estará na origem da separação da Igreja Anglicana da Católica Romana), e ainda Isabel de Aragão(esposa do príncipe Afonso de Portugal e primeira mulher de D. Manuel I).

A morte desta última, em 1498, durante o parto do seu filho, levou a que D. Manuel, numa política de aproximação entre as duas casas reais peninsulares, se viesse a consorciar com a sua irmã Maria em 30 de Agosto de 1500, tendo aí iniciando-se uma ligação dinástica com a Espanha tão profunda que, em última análise, estará na origem dos acontecimentos de 1580.

D. Maria faleceu em 1517, com apenas 35 anos, de causas naturais. Foi sepultada na Madre de Deus, donde foi trasladada para o mosteiro de Belém.Casou com D. Manuel I em 1500. Teve dez filhos, entre os quais D. João III e o cardeal D. Henrique, que foram reis de Portugal, e D. Isabel de Portugal, que casou com o imperadorCarlos V.

D. Leonor de Áustria - D. Manuel I 

Rainha de Portugal, nasceu a 15 de Novembro de 1498 e faleceu em Talavera a 25 de Fevereiro de 1558, era filha de Filipe, o Belo, e de Joana, a Louca. D. Leonor foi educada na corte de seu irmão,
Carlos V, tornando-se, em 1519, a terceira mulher do rei D. Manuel I. Desse matrimónio nasceram o infante D. Carlos, que morreu cedo, e a infanta D. Maria.

Em 1521, ficou viúva de D. Manuel e, em consequência do tratado de Madrid (1526) e do de Cambray (1529), casou com Francisco I de França, no ano de 1530. Após a morte deste, em 1547, regressou aos Países Baixos, para junto de seu irmão Carlos V, morrendo uns anos mais tarde (1558) em Talavera. Foi sepultada no mosteiro do Escorial.




D. Catarina de Áustria - D. João III 

Rainha de Portugal, nasceu em 14 de Janeiro de 1507 e faleceu a 14 de Fevereiro de 1578. Era filha de Joana, a Louca, rainha de Espanha, e de Filipe, o Belo, arquiduque da Áustria e Duque da Borgonha. Casou com D. João III, em 5 de Fevereiro de 1525. Era neta dos reis católicos de Espanha, D. Fernando e D. Isabel, e irmã de Carlos V. Teve papel activo nos negócios do reino, participando nos
conselhos de estado e exercendo influência sobre seu marido.

Em 1557, após a morte de D. João III, tornou-se regente do reino e responsável pela educação do neto, D. Sebastião.

Abandonou a regência em 1562, passando Portugal a ser reinado pelo cardeal-rei D. Henriqueaté aos 14 anos de D. Sebastião. Continuou, porém, a intervir na educação do futuro rei.

Os conflitos entre avó e neto foram em grande número, dada a oposição de D. Catarina aos projectos de D. Sebastião para o norte de África. Recolheu-se ao Paço de Xabregas, morrendo meses antes da batalha de Alcácer Quibir. Foi fundadora de diversos mosteiros e igrejas.



2 comentários:

cristina torres disse...

Gostei ,percebi,geralmente fico confusa com tanto nome

Bruno Da Silva disse...

Essa não é foto de Dona Leonor é de Leopoldina da Áustria , mulher de Dom Pedro IV Rei de Portugal e Primeiro Imperador do Brasil