quarta-feira, 26 de junho de 2013

Amantes dos Reis de Portugal

Amantes dos Reis de Portugal

Maja desnuda de Goya
Dinastia de Borgonha

D. Afonso Henriques teve 7 filhos legítimos de sua mulher D. Mafalda de Sabóia, mas teve também 4 filhos bastardos, mas não se conhecem as mães.

D. Sancho I teve 11 filhos da sua mulher D. Dulce e 9 filhos bastardos de : 

D. Maria Alves, de Fornelos (3 ). Depois da morte do rei casa com D. Gil Vasques de "Soverosa" 

D. Maria Pais Ribeira ( a Ribeirinha ) filha de D. Paio Moniz ( 6 )


D. Maria Pais Ribeira, célebre dama da primeira metade do séc. XIII, uma das favoritas de D. Sancho I, notável pela sua formosura. Era filha de Paio Moniz e de Urraca Nunes talvez natural de Lanhoso.

As suas relações com o D. Sancho I, devem datar de antes de 1200. pois o rei nasceu em 1154 e por esta altura tinha 46 anos, morrendo 11 anos depois, de enfermidade crónica, parece que pelos seus desregramentos nestes assuntos.

A liberdade dos costumes de então apresenta-se bem cantada pelo trovador Paio Soares de "Taveirós", e um dos apaixonados pela bela «senhora branca e vermelha» que se "casava" com o rei:

ay,
mia senhor branca e vermelha,
queredes que vos retraya,vós,
quando eu vos vi en saya!
filha de don Paay Moniz
e des aquel dia, ay!
me foi a mi muy mal!»

O rei encadeado de paixão deixava-lhe bons versos de sua lavra, para ela cantar nas ausências dele, como por ocasião da fundação da Guarda:

«muito me tarda
o meu amigo na Guarda»

Parece que depois da morte de D. Sancho I, um descendente de Egas Monis, rapta D. Maria ferindo gravemente o seu irmão e foge com ela para Espanha. Rebelo da Sila publica este lance romanesco em "Ódio Velho não cansa". D. Maria Pais era sobrinha de Martim Moniz o herói da tomada de Lisboa. Casa depois da morte do rei com D. João Fernandes"o de Lima". Deve ter falecido já idosa depois de 1245.

D. Afonso II teve 4 filhos da sua mulher D. Urraca e 1 filho bastardo de mãe que se ignora.

D. Sancho II foi casado com D. Mécia Lopez de Haro e não teve filhos.

D. Afonso III foi primeiramente casado com D. Matilde condessa de Bolonha da qual não teve descendência. Casou depois com D. Beatriz ou Brites, filha ilegítima de Afonso X de Castela, de quem teve 7 filhos. 

De várias mulheres teve 5 filhos bastardos. Apenas se conhece: D. Marinha Peres de Enxara dos Cavaleiros, de quem 1 filho, D. Afonso Dinis

D. Dinis foi casado com D. Isabel de Aragão de quem teve dois filhos legítimos. 

Teve 7 filhos bastardos, de várias mulheres, das quais se conhecem: 

D. Aldonça Rodrigues Telha, ( 1 filho)- Afonso Sanches ( 1289-1329)D. 
Maria Pires «huma boa dona do Porto de Gança» (1 filho)
D. Marinha Gomes nobre dama de Lisboa (1 filha)
D. Grácia Fróis (1 filho) Pedro Afonso Conde de Barcelos (1287-1354)
Outras "senhoras" (3 filhos)

D. Afonso IV foi casado com D. Beatriz ou Brites, filha de Sancho IV de Castela. Teve 7 filhos legítimos. Não se lhe conhecem filhos bastardos.

D. Pedro I foi casado primeiramente com D. Branca de Castela, não se consumando o matrimónio por doença da noiva.

Casou depois com D. Constança de quem teve 3 filhos legítimos.

Luís (1340)
Maria, princesa de Portugal (1342-1367), casada com Fernando, príncipe de Aragão
Fernando, rei de Portugal (1345-1383)

D. Inês de Castro - A mais famosa das amantes reais e que está sepultada em Alcobaça, ao lado de D,. Pedro I (4 filhos) . Talvez seja a única amante real sepultada no transepto de uma Abadia.



Alcobaça - Tumulo de Inês de Castro

A Figura de Inês de Castro

Afonso de Portugal (Morreu em criança) 

Beatriz, princesa de Portugal (1347-1381) 

João, príncipe de Portugal (1349-1387) 

Dinis, príncipe de Portugal (1354-1397) 

D. Teresa Lourenço teve 1 filho, o mais famoso dos bastardos reais, que veio a ser Mestre de Avis e Rei de Portugal como D. João I.


D. Fernando I foi casado com D. Leonor Teles, que deve ter sido amante do rei quando ainda era casada com João Lourenço da Cunha. 

Teve 3 filhos legítimos, um dos quais D. Beatriz casou com D. João I de Castela. 

De mulher que se ignora teve 1 filha, D. Isabel. Foi esta bastarda que foi mãe de D. Constança de Noronha, que veio a ser esposa de D. Afonso, conde de Barcelos, filho ilegítimo de D. João I e mais tarde 1º Duque de Bragança.

D. Leonor Teles foi a mais perversa e afortunada amante dos reis de Portugal. Perversa porque foi capaz de tudo para conseguir os seus fins, inclusive provocar a morte da própria irmã, afortunada porque chegou a rainha de Portugal, casando com D. Fernando I. Leonor Teles de Meneses, natural de Trás-os-Montes, era filha de Martin Afonso Teles de Meneses e de D. Aldonça de Vasconcelos.  

Casou muito nova com D. João Lourenço da Cunha, senhor de Pombeiro, de quem teve um filho, Álvaro da Cunha. Ambiciosa e perversa, de tal forma conseguiu insinuar-se no ânimo de D. Fernando - aquando das suas estadas no Paço, a pretexto de visitar sua irmã D. Maria Teles casada com o infante D. João - que o rei "Formoso", indiferente a todos os conselhos e subestimando os altos interesses nacionais, resolveu unir-se à " adultera e barregã" , como lhe chamava o povo, apesar de comprometido pelo tratado de Alcoutim em casar com uma princesa castelhana. 

"Louçã, aposta e de bom corpo" como dizia Fernão Lopes, Leonor Teles tinha então o perfil, que alguns diriam hoje, para mulher de sucesso. Amante do rei, quando mulher de João Lourenço, consegue que o casamento com este seja anulado, por sentença canónica baseada em questões de parentesco e casa com ela publicamente em Leça de Bailio entre 15 e 18 de Maio de 1372. Este casamento desagradou ao povo, e em Lisboa Fernão Vasques à frente à frente de muitos outros ergueu ingloriamente a sua voz. 

Os protestos foram afogados em sangue, e Leonor recebe meio Portugal como presente de casamento. Receosa do prestígio do seu cunhado o infante D. João, filho de Pedro I e Inês de Castro, casado com a sua irmã D. Maria Teles, promete a este a mão de sua filha a infanta D. Beatriz, ficando portanto herdeiro do trono, mas teria que matar primeiramente a sua sua mulher. D. João assim o faz, matando-a à punhalada e apresentando o pretexto do seu mau comportamento. Mas D. Leonor Teles casou a filha com D. João I rei de Castela e o infante assassino teve que fugir de Portugal. 

Morto D. Fernando, em 22 de Outubro de 1383, Leonor que ainda em vida do rei, como dizia o povo, era amante de João Fernandes Andeiro, conde de Ourém, toma a regência do reino. Andeiro acaba por ser morto pelo Mestre de Avis e por Rui Pereira em 6 de Dezembro de 1383. Nas lutas e intrigas que se seguem foge de Lisboa para Alenquer, mas acaba por ser desterrada para Castela, e internada, na condição de prisioneira, no Mosteiro de Tordesilhas, onde morre a 27 de Abril de 1386.

Dinastia de Aviz

D. João I do seu casamento com D. Filipa de Lencastre teve 7 filhos legítimos: D. Branca (1388-1389), D. Afonso (1390-1400), D. Duarte que herdou a coroa, D. Pedro ( 1392-1449), D. Henrique ( 1394- 1460), D. Isabel ( 1397-1471 ), D. João (1400-1442 ), D. Fernando ( 1402-1443 ). 

Da união anterior ao casamento, com uma Inês Pires teve dois filhos, D. Afonso ( 1380-1461 ), que foi 8º conde de Barcelos e 1º Duque de Bragança, e D. Beatriz ( 1382-1439 ).

Inês Pires Amante do Mestre de Aviz e depois D. João I, era filha de Pero Esteves e de Maria Anes e natural de Veiros, segundo uns, ou ou de Portel, segundo outros. Dos amores com o Mestre de Aviz nasceu D. Afonso, que depois casou com D. Beatriz filha de D. Nuno Álvares Pereira . D. Afonso foi o 1º Duque de Bragança. 

Daqui procede a casa de Bragança. Inês Pires foi depois comendadeira de Santos. Dizem os cronistas que Pero Esteves, desgostoso com os amores da filha nunca mais cortou as barbas e daí o povo o alcunhou de "Barbadão". Diz ainda a tradição que Pero Esteves concebeu o plano de matar o mestre, desistindo do intento por saber que D. João I era o primeiro a respeitar o seu desgosto.

D. Duarte teve sete filhos do seu casamento com D. Leonor de Aragão: D. João ( 1429- 1433 ), D. Filipa ( 1430-1439 ), D. Afonso V, que herdou a coroa de Portugal, D. Fernando ( 1433-1470 ), D. Maria ( 1432-1432 ), D. Leonor ( 1434-1467 ), D.Duarte ( 1435-1435 ). 

De união anterior ao casamento com D. Joana Manuel, nobre de ascendência castelhana, teve D. João Manuel, ( 1420-1476 ), religioso da Ordem do Carmo, que foi provincial dessa ordem, bispo de Ceuta e primaz da África e depois bispo de Guarda onde residiu. Deixou dois filhos D. João Manuel e D. Nuno Manuel.

D. Afonso V teve 3 filhos da sua mulher D. Isabel, D. João que morreu novo, D. Joana ( 1452-1490), e D. João II que herdou a coroa. Não se lhe conhecem filhos ilegítimos. Por morte de D. Isabel voltou a casar com a sua sobrinha D. Joana filha de Henrique IV de Castela. Este matrimónio nunca se consumou por falta da necessária dispensa.

D. João II foi casado com sua prima co-irmã, D. Leonor filha de D. Fernando, duque de Viseu.Deste matrimónio nasceram: D. Afonso (1475-1491).

De: D. Ana de Mendonça teve um filho D. Jorge de Lencastre ( 1481-1550), que foi mestre de Santiago e de Aviz.

O Senhor Dom Jorge de Lancastre (Abrantes, 1481 - Setúbal, 22 de Julho de 1550) foi filho bastardo do Rei D. João II de Portugal com D. Ana de Mendonça, foi 2.º Duque de Coimbra desde 1509, Grão-Almirante de Portugal, 13.º Mestre da Ordem de Santiago e 9.º Administrador da Ordem de Avis.

Aos três anos de idade seu pai mandou-o confiar para criar à sua única irmã, Santa Joana Princesa, já nessa altura professa em Aveiro.

Ali foi educado, no Convento de Jesus, até à morte de sua tia em 1490, quando tinha nove anos, idade em que, a pedido do rei, veio acabar de se educar na corte junto do Príncipe seu irmão, D. Afonso, e do jovem futuro rei D. Manuel, todos sob a égide da rainha D. Leonor, que aceitou recebê-lo e dar-lhe os cuidados de mãe.
D Manuel I casou a primeira vez em 1497 com a viuva do infante D. Afonso, D. Isabel filha dos Reis Católicos. Com a morte de D. Isabel em 1498, voltou a casar em 1500 com a infanta D. Maria, irmã da sua primeira mulher. Viúvo de novo em 1517, volta a casar com D. Leonor, irmã de Carlos V, e que fora primeiramente destinada ao seu filho. Teve 1 filho do 1º matrimónio, 9 do segundo e três do 3º matrimónio. Não se lhe conhecem amantes nem filhos ilegítimos.

D. João III foi casado com D. Catarina e teve 9 filhos, D. Afonso (1526-1526), D. Maria( 1527-1545) que casou com Filipe II, D. Isabel (1529-1529), D. Beatriz (1530-1530), D. Manuel (1531-1537), D. Filipe (1533-1539), D. Diniz (1535-1537), D. João (1537-1554) , D. António (1539-1540). 

Ainda solteiro teve um filho natural de D. Isabel Moniz filha do alcaide de Lisboa, D. Duarte ( 1521-1543)

Dinastia de Bragança

D. João IV do seu casamento com D. Leonor de Gusmão teve 8 filhos, D. Teodósio ( 1634-1653), D. Ana ( 1635-1635), D. Joana (1635-1653), D. Catarina (1638-1705), D. Manuel ( 1640-1640), D. Afonso VI que herdou a coroa, D. Pedro II que lhe sucedeu. 

De mãe desconhecida teve uma filha, D. Maria (1644-1693) que se dedicou à vida religiosa e está sepultada no Convento de S. João dos Carmelitas Descalços.

D. Afonso VI, casou em 1666 com D. Maria Francisca de Isabel de Sabóia, mas não teve descendência. Na vida desregrada de D. Afonso VI entrou uma D. Ana de Moura, freira de Odivelas, o que fazia que o rei visitasse muito o mosteiro e organizasse cavalgadas e touradas no seu pátio.

D. Pedro II que nasceu em Lisboa em 6 de Janeiro de 1668 e faleceu no Palácio de Palhavã a 21 de Outubro de 1690, foi casado primeiramente com a sua cunhada D. Maria Francisca Isabel de Sabóia de quem teve uma filha D. Isabel Luísa Josefa ( 1668-1690). 

Casou depois com D. Maria Sofia de Newburg ( 1666-1699) de quem teve 8 filhos: D. João (1688-1688), D. João V que herdou o trono, D. Francisco Xavier José António Bento Urbano ( 1691.1742), D. António Francisco Xavier José Bento Teodósio Leopoldo Henrique (1695-1757), D. Teresa Maria Francisca Xavier Josefa Leonor (1696-1704), D. Manuel José Francisco António Caetano Estevão Bartolomeu ( 1697-1736), D. Francisca Josefa ( 1699-1736.

Foram amantes de D. Pedro II: 

D. Maria da Cruz Mascarenhas, de quem teve uma filha D. Luisa ( 1679-1732 que casou primeiramente com D. Luís e depois com D. Jaime de Melo, respectivamente, 2º e 3º duques do Cadaval. 

Ana Armanda du Verger francesa teve um filho D. Miguel (1703-1756), reconhedido com irmão por D. João V e que casou com D. Luísa Casimira de Nassau e Ligne, herdeira da casa de Arronches. 

D. Francisca Clara da Silva teve um filho, D. José ( 1703-1756) que foi doutor em Teologia e Arcebispo de Braga.

D. João V casou em 1708 com D. Ana de Austria Arquiduquesa de Áustria, filha do imperador Leopoldo I de Áustria e da imperatriz D. Leonor Madalena. Teve seis filhos, entre os quais a infanta D. Maria Bárbara (que viria a casar com D. Fernando de Espanha), D. Pedro (que casaria com D. Maria I) e D. José (que seria rei de Portugal).

Foram amantes de D. João V

D. Luísa Clara de Portugal, casada com D. Jorge de Menezes, e que pertencia à casa da Flor da Murta, e que ficou como a galante alcunha da amante real de quem teve uma filha D. Maria Rita monja do Convento de Santos. 

D. Madalena Máxima da Silva Miranda Henriques, de quem teve um filho D. Gaspar pela crisma e Manuel pelo baptismo(1716-1789) que foi o segundo "Menino de Palhavã". Foi arcebispo de Braga. O povo chamava aos filhos de D.João V, os meninos de Palhavã por residirem no palácio com esse mesmo nome. 

D. Luísa Inês Antónia Machado Monteiro, de quem teve um filho D. António, muito dedicado à música.

E muitas outras de todas as classes sociais.

A Madre Paula 

Esta freira portuguesa que se destacou como a amante mais célebre do rei D. João V, chamava-se Paula Teresa da Silva e Almeida, e nasceu em Lisboa em 30 de Janeiro de 1718. Era neta de João Paulo de Bryt, de nacionalidade alemã, que fora soldado da guarda estranjeira de Carlos V, e se estabelecera em Lisboa como ourives. 

Paula entrou para o convento de Odivelas aos dezassete anos de idade, e ali professou, apó um ano de noviciado. D. Joao V, frequentador assíduo do convento de Odivelas, onde mantinha vários amantes que ia substituindo conforme lhe parecia, ao topar com a jovem Paula ficou loucamente apaixonado por ela. Nessa altura, já a famosa freira se havia tornado amante de D. Francisco de Portugal e Castro, conde de Vimioso, e que pouco antes tinha sido agraciado com o título de marquês de Valenças. 

O soberano não teve problemas, chamou o fidalgo e disse-lhe: " Deixa a Paula, que eu te darei duas freiras à tua escolha". Assim se fez, e soror Paula passou a ser amante do rei que era trinta anos mais velho do que ela. A influência de Madre Paula sobre o rei foi imensa. Quem carecesse de uma mercê do soberano já sabia que a maneira mais segura de a conseguir, seria recorrer às valiosa protecção da madre Paula que o soberano visitava todas as noites. 

A astuta freira que sabia muito bem aproveitar-se do rei, transformou-se em pouco tempo. numa verdadeira Pompadour. Das numerosas amantes de D. João V, foi a madre Paula a única que o soube dominar até à morte. O rei foi extremamente generoso não só com ela como com a sua família, chegando o pai de Paulo a ser agraciado com o grau de cavaleiro da Ordem de Cristo e a receber uma tença de doze mil reis e outros benefícios que lhe permitiram viver à larga. 

 O luxo em que vivia Paula no convento de Odivelas, foi bem reproduzido num, documento da época, por Ribeiro Guimarães no seu Sumário de Vária História, onde descreve a magnificência asiática dos aposentos da madre Paula e sua irmã. Para a servir tinha a madre Paula nove criadas. Destes amores nasceu um menino que foi baptizado com o nome de José, como o príncipe herdeiro, que foi chamado o mais jovem "Menino de Palhavã" e veio a exercer as funcões de inquisidor geral. 

Mais tarde nos tempos de Pombal, numa discussão, atirou-lhe com a cabeleira à cara e foi desterrado para o Buçaco. A vida desregrada do rei escandalizava, não só a corte, mas até os súbditos mais humildes, mas ninguém se atrevia a repreender o régio devasso. 

"..Não se levanta de graça quem se deita por dinheiro..." 

Para se fazer uma ideia da moralidade desse tempo, bastará recordar o que disse a abadessa D. Feliciana de Milão, às damas da raínha que não se levantaram, como lhes competia à sua passagem. "..Não se levanta de graça quem se deita por dinheiro..." 

Após a morte do rei que lhe deixou uma mesada principesca, continuou no seu recolhimento, recebendo os grandes que ainda se lhe aproximavam. Assim se conservou ainda durante trinta e cinco longos anos, com a altivez de uma soberana em exílio. Faleceu com 67 anos de idade, e foi sepultada na Casa do Capitulo do Convento de Odivelas 

( Condensado de Enciclopédia Portuguesa Brasileira ).

A Casa da Madre Paula

A casa da Madre Paula foi mandada construir por D. João V. Ficava sobre a casa do capítulo, encostada à torre e tinha três andares. Para aceder ao 1.º piso subia-se uma escada ao lado do parlatório. Ali ficava a cozinha, que era decorada com azulejos onde figuravam os vários utensílios usados para cozinhar. O painel da chaminé representava uma cena mitológica. 

Este piso tinha mais seis divisões. Na maior delas guardavam-se 18 caixotões de lixa negra com pregaria de prata e estava toda cheia de prata com que se fez a copa e ainda sobrou muita, porque, dizem os manuscritos, ali se guardavam três baixelas. Havia ainda muitas outras arcas com roupas de casa e de vestir, adornos, fitas e mesmo jóias. O serviço era assegurado por nove criadas, que estariam instaladas neste piso.

D. José I era casado com Mariana Vitoria de Borbón, princesa espanhola, e tinha 4 filhas. Apesar de ter uma vida familiar alegre, (o rei adorava as filhas e apreciava brincar com elas e levá-las em passeio),

A Amante Fatal

D. José I teve uma amante : Teresa Leonor, mulher de Luís Bernardo, herdeiro da família de Távora, o que deu origem ao famoso "Processo dos Távoras", devido à tentativa de regicídio contra D. José. e à execução extremamente bárbara dos condenados por esse atentado. Bárbaro para a nossa época, mas muito comum na altura, em todos os países da Europa e outros. Leia-se por exemplo o livro biográfico "Maria Antonieta" deStefan Zweig, para ler os suplícios que se aplicavam aos condenados no século XVIII.

Os detractores de Pombal, dizem que tudo não passou de uma mentira inventada por ele, para amedrontar e castigar a alta nobreza, que deve ter sido um assalto comum, por assaltantes que nem sabiam quem ia na carruagem.

Mas no seu livro "Portugal ao tempo do Terramoto" Suzanne Chantal,, descreve em pormenor tudo aquilo que realmente deve ter passado, e que o Marquês apenas aproveitou para castigar a alta nobreza, que não o tolerava, e que ofensivamente o tratava por Sebastião José ! 

Leia-se também o livro "Sebastião José" de Agustina Bessa Luís.

D. Pedro IV Foram amantes de D.Pedro IV, D. Domitila de Castro Canto e Melo, Marquesa de Santos:
De quem teve um rapaz (1823), nado morto, e :

Isabel Maria de Alcântara Brasileira, (1824 - 1898) Duquesa de Goiás; Pedro de Alcântara Brasileiro, (1825 - 1826) Maria Isabel de Alcântara Brasileira, (1827), Duquesa do Ceará (que morreu com um ano de idade);

Maria Isabel II Alcântara Brasileira (1830 - 1896), que se tornaria condessa de Iguaçu pelo casamento com Pedro Caldeira Brant.

Com a francesa Noémi Thierry teve:
O menino Pedro, falecido antes de completar um ano.

Com Maria Benedita Bonfim, futura baronesa de Sorocaba e irmã da marquesa de Santos, teve:
Rodrigo Delfim Pereira.

Com a uruguaia María del Carmen García teve uma criança nati morta.

De sua amante francesa Clémence Saisset teve:
Pedro de Alcântara Brasileiro.

Com a monja portuguesa Ana Augusta teve outro menino de nome Pedro.




2 comentários:

Rosa Machado disse...

A Casa de Bragança teve início com o filho bastardo de D. João I e a filha de D. Nuno Álvares Pereira.

Filomena Viegas disse...

D. Pedro II nasceu em Lisboa a 26 de abril de 1648 e faleceu a 9 de dezembro de 1706.