quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Grandes Portugueses


Os Grandes Portugueses

Encontrar o primeiro entre os grandes portugueses da nossa história, é uma tarefa  muito difícil e quase abstracta para se conseguir. Vejamos como este blog classificaria não o melhor, mas os melhores entre os Grandes Portugueses.
 Os Grandes Portugueses - Os Internacionais

Vasco da Gama

O homem que expandiu o mundo

O economista e filósofo britânico Adam Smith (1723-1790), autor do clássico dos clássicos do capitalismo, "A Riqueza das Nações", afirmou que os dois acontecimentos mais importantes da história da humanidade tinham sido as descobertas da América, em 1492, e da rota marítima para as Índias em 1498 -nome que se dava então às terras banhadas pelo Oceano Índico, não apenas à Índia propriamente dita.

É sem dúvida o português mais divulgado e conhecido internacionalmente

Fernão de Magalhães

O homem que provou que o mundo era redondo

Fernão de Magalhães, filho de Rui Magalhães e Alda de Mesquita, nasceu em 1480 em Sabrosa ou no Porto e morreu em 27 de Abril de 1521 em Mactan, Filipinas. Fui pagem da Raínha D. Leonor em Lisboa. Navegou sob as bandeiras de Portugal ( 1505-1512 )e Espanha (1519-21) e é considerado por muitos, como o maior navegador de todos os tempos. Com a sua viagem de circum-navegação, provou que a terra era redonda. 

Ainda há poucos anos, foi homenageado pela NASA, que enviou ao espaço uma nave com o seu nome. O estreito de Magalhães, as nuvens de Magalhães ( as galáxias mais perto da terra ), e a própria marca de equipamentos de GPS" Magellan" - o seu nome em língua inglesa - são uma prova da sua universalidade. Recentemente o PC portátil, construído em Portugal em parceria com a Intel e destinado principalmente a estudantes, denomina-se Magalhães.

 Os Grandes Portugueses - Os Nacionais
D. Afonso Henriques - O Libertador

O homem que fundou Portugal

Ninguém merece mais este título que o infante Afonso Henriques, filho de dona Teresa, bastarda do rei Afonso VI de Leão e Castela, e do conde Henrique de Borgonha. 

Mas, graças à esperteza política de Afonso Henriques, Portugal é a primeira naçãoEuropeia a estabelecer-se como Estado independente. Antes do ano 1200, Portugal já é Portugal. Com direito, inclusive, a língua própria: o galaico-português.

Génio, estadista, raposa política, vitorioso, implacável, espertíssimo: Afonso constrói uma história rocambolesca. Tudo que pode manipular a seu favor, manipula sem escrúpulos. Inicia a trajectória de vitórias fundando um reino. 

D. Dinis - O Lavrador

O culto rei medieval que civilizou Portugal

O rei D. Dinis I , que foi mandado educar esmeradamente pelo seu pai, foi modelar como soberano, no domínio da politica. Fomentou a agricultura; incentivou a distribuição e circulação da propriedade, favorecendo o estabelecimento de pequenos proprietários. ; mandou enxugar pântanos para distribuir a terra a colonos; semeou pinhais (Leiria etc.); concedeu várias minas e mandou explorar algumas por sua conta; desenvolveu as feiras.
 
Reorganizou a marinha, contratando para isso o almirante genovês Emmanuele Pesagno (1317); resolveu habilmente o problema dos Templários ( perseguidos por Filipe o Belo rei de França, que conseguiu do Papa a sua extinção), criando para isso a Ordem de Cristo.
 
Finalmente fundou a Universidade de Coimbra em 1290 (primeiro em Lisboa) e foi ele próprio  um protector da literatura. No entanto ficou famoso como "o rei lavrador" pelo seu interesse pela terra. O português torna-se a língua oficial do país. A corte régia era um centro de cultura, distinguindo-se o próprio monarca pelos seus dotes de poeta. D. Dinis preocupou-se também com a defesa do reino, promovendo a construção de castelos e novas muralhas em redor das cidades.
Rainha Santa Isabel - A rainha da paz

Senhora de muitos créditos, generosa e benevolente

Rainha de Portugal, filha de Pedro III de Aragão e de D. Constança. Casou com D. Dinis em 1282 (Trancoso).

Entre os seus múltiplos créditos, ditados por uma personalidade generosa e benevolente, ficaram conhecidos os seus esforços apaziguadores nas negociações de paz entre D. Dinis e seu irmão, o infante D. Afonso (1287 e 1299), entre Jaime II de Aragão e Fernando IV de Castela (1300-1304) e entre D. Dinis e o seu filho, D. Afonso IV (1312-1324).Fundou o mosteiro de Santa Clara (Coimbra) e do Hospital dos Inocentes (Santarém), dedicando-se afincadamente a obras de caridade, o que lhe valeu ser popularmente apelidada de "Rainha Santa". À morte de D. Dinis, retirou-se para o mosteiro de Santa Clara, ingressando na Ordem das Clarissas. Faleceu em 4 de Julho de 1336.
Foi beatificada pelo Papa Leão X em 1516, vindo a ser canonizada, por especial pedido da dinastia filipina, que colocou grande empenho na sua santificação, pelo Papa Urbano VIII em 1625. É reverenciada a 4 de Julho, data do seu falecimento.

Milagre das rosasConta-se que, certa vez, numa manhã de Inverno, a rainha, decidida a ajudar os mais desfavorecidos, teria enchido o regaço de seu vestido com pães, para os distribuir. Tendo sido apanhada pelo soberano, que lhe inquiriu onde ia e o que levava no regaço, a rainha exclamou: São rosas, Senhor!, ao que este, com desconfiança, inquiriu: "Rosas, no Inverno?". Com efeito, ao abri-lo, teriam brotado rosas do regaço do vestido da soberana, ao invés dos pães que ocultara. Este evento ficou conhecido como milagre das rosas.

Nuno Álvares Pereira

O homem que salvou a independência da Pátria

D. Nuno Álvares Pereira nasceu em 1360, em local que não é fácil determinar, embora Cernache de Bonjardim e Flor da Rosa sejam os mais citados. Morreu em Lisboa no Convento do Carmo em 1431. Era filho do Prior da Ordem do Hospital e de Iria Gonçalves do Carvalhal.

É uma das figuras mais famosas da nossa história, apontada sempre como modelo de virtudes cívicas e religiosas, um dos raros nomes que unanimemente é costume identificar com a própria existência nacional. A imagem de Nuno Álvares familiar a todos os portugueses, assenta em dois depoimentos do século XIV, o de Fernão Lopes e o do anónimo da Crónica do Condestrabe.

É também essa imagem que reaparece modernamente na prosa sedutora de Oliveira Martins.
O Infante D. Henrique - O Navegador

O homem que expandiu Portugal

O terceiro filho de João I e Filipa de Lencastre, mais conhecido impropriamente como " Navegador" (ele pessoalmente nunca passou de Tanger), chamava-se Henrique e foi mestre da Ordem de Cristo (1420), que o rei Dinis I tinha fundado (1319). Os fundos da ordem eram usados para atrair geógrafos e navegadores preparados e simultaneamente equipar uma série de expedições que gradualmente, começaram a colher frutos.

A data da primeira expedição do príncipe não é conhecida exactamente, mas parece ter sido cerca de 1418, quando a ilha de Porto Santo foi visitada. O primeiro contacto com a Madeira data provavelmente de 1419. Fez-se uma tentativa de povoar as Canárias, sem êxito, e entre 1427 e 1431 os marinheiros portugueses visitaram os Açores.

Nuno Gonçalves

O maior mestre português da pintura

Nuno Gonçalves ( 1450-72), Pintor português reconhecido como um dos grandes mestres do século XV. Depois da descoberta em 1882 do seu único trabalho conhecido, a pintura do altar do convento de São Vicente, e depois de 400 anos de anonimato, Nuno Gonçalves foi finalmente reconhecido como o fundador da escola de pintura Portuguesa e um artista de importância Universal.

Aparentemente Gonçalves foi pintor de D. Afonso V em 1450. Francisco de Holanda nos seus "Dialogues on Ancient Painting "(1548), refere-se a Nuno Gonçalves como uma das" águias" um dos mestres do século XV -- mas o seu nome e trabalhos estavam perdidos na história.

A sua obra prima para a catedral de Lisboa foi destruída no terramoto de 1755, e a sua outra obra  com o tema de São Vicente,  o santo patrono de Lisboa e da casa real de Portugal, desapareceu até 1882, quando foi descoberta no convento de São Vicente. Não foi senão em 1931, quando sua obra foi exposta em Paris, que Gonçalves recebeu o reconhecimento internacional que merecia.

O Políptico de São Vicente (hoje no Museu Nacional de Arte Antiga em Lisboa) consiste em seis painéis, dois largos e quatro mais estreitos, dominado pela figura de São Vicente. No maior deles, o "Painel do Infante",  o santo é venerado por um grupo de nobres, entre os quais Afonso V.  
  
D. João II - O príncipe Perfeito
"El hombre" como lhe chamava sua prima, Isabel a Católica.

Filho primogénito do rei D. Afonso V e de D. Isabel, D. João II nasceu em Lisboa a 5 de Maio de 1455. Casa em 16 de Setembro de 1473 com D. Leonor ( A Fundadora das Misericórdias ).

Morreu em Alvor em Outubro de 1495, no meio de pavorosa agonia, correndo vozes no tempo, do que fazem ecos os cronistas, de que a morte foi devida a peçonha misturada com a água.

D. João II foi uma das maiores figuras da nossa história, não tanto pelas qualidades pessoais, como pelos métodos de governo, sobretudo pela obra que realizou no fortalecimento do poder régio. 

Ainda que a nobreza portuguesa chamava "Tirano" a D. João II, o melhor elogio da sua figura foi o de sua prima Isabel a Católica rainha de Espanha, que disse quando soube da sua morte : 
"- Murió el Hombre !"
 
A Rainha D. Leonor de Lencastre

A fundadora da Casa das  Misericórdias


Era filha do infante D. Fernando (irmão de D. Afonso V) e de D. Beatriz, casou aos 12 anos ( 1473 ) com o seu primo o futuro rei D. João II, então com15 anos, tornando-se assim rainha de Portugal. Desse casamento nasceu o príncipe D. Afonso, que morreu de acidente em 1491

Em 1476, ficou como regente do reino, por D. João II ter de se ausentar em defesa de seu pai em Castela. O facto de o seu filho D. Afonso ter morrido cedo levou a que D. João II pretendesse pôr no trono o filho bastardo (D. Jorge), levando D. Leonor a defender os interesses de seu irmão, D. Manuel, na sucessão.

D. Leonor de Lencastre , destacava-se, pela formosura, inteligência e, sobretudo, pelo muito que sofreu e pelo bem que espalhou, Dona Leonor, a fundadora das Casas de Misericórdias, neta Del Rei, Dom Duarte e duas vezes bisneta de Dom João I, Dona Leonor, a "Rainha dos sofredores", era de temperamento muito diverso do seu real consorte.

Ela, linda e faceira, era impressionantemente bondosa. Tinha a fisionomia suavíssima, marcada pelos olhos azuis e cabelos louros, herdados de sua bisavó, Dona Filipa de Lencastre

Afonso de Albuquerque - O Grande

O construtor do Império Português no Oriente

Afonso de Albuquerque foi a maior figura de Portugal no Oriente. Segundo filho de Gonçalo de Albuquerque , senhor de Vila Verde dos Francos, nasceu em Alhandra por volta de 1462, sendo educado na corte de D. Afonso V. Em 1476 acompanhou o futuro rei D. João II nas guerras com Castela, esteve em Arzila e Larache em 1489, e em 1490 faz parte da guarda de D. João II, de quem dizem que foi estribeiro-mor, tendo voltado novamente a Arzila em 1495.
 
Em 1503 é enviado à Índia, no comando de três naus, tendo participado em várias batalhas, erguido a fortaleza de Cochim e estabelecido relações comerciais com Coulão. Regressou a Portugal em 1504, onde expôs a D. Manuel I a sua visão de um império no Oriente, tendo por base a conquista de posições estratégicas nos mares do Índico. Tendo sido aceite o seu plano, seguiu para a Índia em 1506 como capitão-mor do mar da Arábia.
  
Pedro Nunes

Talvez o maior cientista português de todos os tempos
 
Pedro Nunes, em latim  PETRUS NONIUS ( N. em 1502, Alcácer do Sal, -- M. em  Coimbra a 11 de Agosto de 1578 ), matemático,  geógrafo, e figura principal da ciência náutica portuguesa, notado pelos seus estudos sobre a terra incluindo os oceanos.De família de ascendência judaica, Pedro Nunes estudou na Universidade de Salamanca, e talvez na Universidade de Alcalá de Henares.

Pedro Nunes foi depois professor de matemática em Lisboa e Coimbra e tornou-se cosmógrafo real em 1529, quando da disputa com a Espanha sobre a posição das ilhas das especiarias, pois os mapas de aquele tempo não estavam de acordo sobre a longitude dessas mesmas ilhas. Dedicou-se pessoalmente à solução desses problemas assim como à cartografia em geral. Foi para Espanha em 1538, mas regressou a Portugal em 1544 e tornou-se numa autoridade sobre as posições geográficas das novas descobertas de Portugal e Espanha. Em 1547 passou a cosmógrafo-mor do reino.
Dedicou-se também à investigação, tendo publicado em 1542 a obra " De Crespusculis" onde descreve em pormenor uma sua invenção, que consta de uma escala, anexa a uma escala principal, que permite ler fracções de divisão com um rigor muito maior do que o obtido por estimativa. Esta invenção, que lhe deu fama mundial, conhecida pelo nome de " nónio ", foi depois desenvolvida pelo francês Pierre Vernier, que lhe deu a forma rectilínea actual ( o de Pedro Nunes era circular ).

Em 1537, escreve o " Tratado da Sphera ", altura em que inventa as linhas de rumo, posteriormente designadas loxodromias.
 
Luís Vaz de Camões

O maior poeta português

Luis Vaz de Camões (N. c. 1524/25, Lisboa -- M. a  10 de Junho de 1580, Lisboa), o maior poeta português de sempre, autor do poema épico  Os Lusíadas (1572), que descreve a descoberta do caminho marítimo para a Índia por Vasco da Gama. 

Camões teve um impacto permanente e sem paralelo na literatura portuguesa e brasileira, devido a não só ao seu poema épico mas também à muita poesia lírica publicada posteriormente. 

Os Lusíadas são um poema épico escrito em 10 Cantos, em oitava rima e com 1.102 estrofes.

Sebastião José - Conde de Oeiras e Marquês de Pombal

O reconstrutor de Lisboa

Nasceu em Lisboa a 13 de Maio de 1699 filho de Manuel de Carvalho e Ataíde capitão de cavalaria e nobre da Casa Real. O pai de Sebastião José morreu jovem e a mãe voltou a casar-se. O seu tio Paulo de Carvalho era professor na Universidade de Coimbra, pessoa de influência política e colocou o sobrinho nessa Universidade. Sebastião José abandonou os estudos e alistou-se no exército onde não passou de simples cabo. Desiludido com o exército, 

Casou, aos 23 anos, com uma senhora 10 anos mais velha e viúva. Odiado por uns e admirado por outros. Foi um dos maiores estadistas da nossa História, durante o reinado de D.José, desenvolve uma intensa actividade de recuperação económica, patrocínio das artes e cultura e revolução do pensamento político, que vem culminar com o acto extraordinário da reconstrução da cidade de Lisboa após o terramoto de 1755.

Foi embaixador de D. João V nas cortes inglesa e austríaca. Estas missões foram importantes para a formação política e económica de Sebastião José de Carvalho e Melo. Na Áustria casou, em segundas núpcias, com D. Leonor Daun.
Eça de Queiroz

O maior e mais lido novelista português

José Maria Eça de Queiroz (N. 25 Nov de 1845 na Póvoa do Varzim, M. em 16 de Agosto de 1900 em Paris), novelista inclinado às reformas sociais foi quem introduziu o naturalismo e realismo em Portugal. 

É considerado por muitos como o maior novelista Português e é certamente o novelista Português mais destacado do século XIX. Continua a ser lido largamente em Portugal e no estrangeiro, principalmente na América Latina.

Filho ilegítimo de um magistrado proeminente, Eça de Queirós formou-se em Direito em 1866 na Universidade de Coimbra e depois vai para Lisboa. É aqui que o seu pai o ajuda na sua carreira como advogado. No entanto, o verdadeiro interesse de Eça de Queirós reside na literatura, e escreve pequenas histórias - irónicas, fantásticas, macabras, e bastante chocantes -- e ensaios, com uma variedade de temas  na Gazeta de Portugal.

 
Fernando Pessoa

O intelectual português de língua e cultura inglesa

Fernando António Nogueira Pessoa, (n. 13 de Junho de 1888 em Lisboa -- m. 30 de Novembro de 1935 em Lisboa), poeta cujo papel no Modernismo contribui para dar a Literatura Portuguesa um significado na Europa.Com a idade de 7 anos Pessoa viveu em Durban , cursou a Universidade do Cabo na África do Sul, onde o padrasto era Cônsul de Portugal.  

Dominava bem a língua inglesa e escreveu o seu primeiros versos em inglês. Em 1905 volta para Portugal, onde permaneceu, trabalhando como tradutor comercial  enquanto contribuía em ensaios "avant-garde", em especial Orpheu (1915), o órgão do movimento Modernista, do qual Pessoa era o líder estético. 

Começou a publicar livros de poesia inglesa em 1918, mais não foi senão até 1934 que o seu primeiro livro em português apareceu - Mensagem -.  Atraiu pouca atenção nessa altura.
A fama só veio após a sua morte em 1935, quando ficou conhecido o seu extraordinário  mundo  de sonho, pessoas com "alter egos" cuja poesia escreveu conjuntamente com a sua. 
António Caetano de Abreu Freire Egas Moniz

O primeiro prémio Nobel Português

ANTÓNIO CAETANO DE ABREU FREIRE EGAS MONIZ (N.em 29 de Nov.de 1874, Avanca, m. em 13 de Dez. de 1955, em Lisboa), Neurologista e político foi o fundador da moderna psico-cirurgia. 

Juntamente com Walter Hess recebeu o Prémio Nobel em 1949 para Fisiologia e Medicina, pelo desenvolvimento da leucotomia prefrontal ( lobotomia ) como terapia radical para certas psicoses ou desordens mentais.

Como primeiro professor de neurologia da Universidade de Lisboa (1911-44), Egas Moniz introduziu e desenvolveu  (1927-37) a angiografia cerebral  (arteriografia), um método de tornar vísivel os vasos sanguíneos do cérebro injectando na artéria carótida substâncias opacas aos raios X. Esta técnica provou ser de valor considerável no diagnóstico das doenças intracraneais e tumores da glândula pituitária.. 
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António de Oliveira Salazar

O construtor do Estado Novo

Odiado por uns, e admirado por outros, António de Oliveira Salazar Doutor em Direito na área da Economia, pela Universidade de Coimbra, professor nessa mesma universidade, foi uma das figuras governativas mais enigmáticas da história de Portugal nos últimos séculos.
 
Arrasado pelo 25 de Abril, volta a sair do túmulo, e fica como o personagem do século XX numa sondagem feita pela revista Visão e canal de Televisão SIC. Recentemente volta a ficar em primeiro lugar entre os dez portugueses mais votados , no "concurso" Os Grandes Portugueses, organizado pela RTP.

Para tentar compreender este estranho fenómeno de popularidade, e poder compreender a sua figura sem cair nos exageros dos "amigos" e dos "inimigos", vejamos o que escreveu sobre Salazar, um historiador imparcial, Jacques Pirenne, na sua História Universal ( Edição 1972 ). 
José Saramago

2º Prémio Nobel português - Literatura
 
José Saramago nasceu na aldeia ribatejana de Azinhaga, concelho de Golegã, no dia 16 de Novembro de 1922, embora o registo oficial mencione o dia 18. Seus pais emigraram para Lisboa quando ele ainda não perfizera três anos de idade. 

Toda a sua vida tem decorrido na capital, embora até ao princípio da idade madura tivessem sido numerosas e às vezes prolongadas as suas estadas na aldeia natal. Fez estudos secundários (liceal e técnico) que não pôde continuar por dificuldades económicas.
 
Mário Soares


Uns dos principais lutadores contra o totalitarismo pro-soviético que pretendeu impor-se em Portugal depois do 25 de Abril

Soares ( Mário) Presidente da República de Portugal, de seu nome completo Mário Alberto Nobre Lopes Soares, nasceu em Lisboa a 7 de Dezembro de 1924. É licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas da Faculdade de Letras de Lisboa,(1951) e em Direito pela Faculdade de Direito desta mesma cidade (1957) e exerceu a advocacia durante muitos anos.

Quando do seu exílio em França exerceu actividades de ensino em v+árias Universidades Francesas. Desde novo que enveredou pela actividade política contra o regime de Oliveira Salazar. Englobou a candidatura de Humberto Delgado em 1958. Actuou como advogado de defesa de diversos presos políticos. Foi preso 12 vezes, deportado para S.Tomé e teve que exilar-se para França.

Depois do 25 de Abril regressou a Portugal. Embora participando dos primeiros governos após o Abril, entrou em conflito com o V Governo provisório que provocou a queda de Vasco Gonçalves. Foi primeiro Ministro do IX Governo durante a coligação PS/PSD (1983-1985). Ultima o processo de adesão de Portugal à CEE.
 
    

6 comentários:

José Branco disse...

Escolha de grande qualidade e rigor. Aqui estão os santos e pecadores deste "espaço" que já foi Portugal. Obrigado pela viagem - aliás - só falta o Padre Vieira neste conjunto

José Branco disse...

Escolha de grande qualidade e rigor. Aqui estão os santos e pecadores deste "espaço" que já foi Portugal. Obrigado pela viagem - aliás - só falta o Padre Vieira neste conjunto

Rogério Maciel disse...

Mário Soares ???!!!
Êsse Buraco nêgro sem fundo que absorve o vómito da Pátria ??!!

Entre essa Pleiade de GRandes Filhos da Pátria ??!!

Mas você , desculpe dizê-lo , não deve estar bem da cabecinha ...ou então deve estar

muito Confuso quanto ao que É a Pátria Portugal ...

Telmo Baía disse...

Não poderia concordar mais com o Rogério.
Ora, eu aqui além-mar, revisitando (orgulhosamente) a história Lusitana pelas páginas de internet, e eis que... me deparo com Mário Soares como um dos Grandes Portugueses.
Esse senhor não tem o mínimo de respeito pela nossa Pátria. Nunca teve, aliás. Vive (para desgosto da população em geral) absorto no seu umbigo, saqueando o nosso país, sempre que tem oportunidade.
Não merece entrar nessa lista. Não merece sequer o título de cidadão, quanto mais um 'Grande Português'.

Irondina Lopes disse...

Não estou de acordo misturarem o nome do Mário Soares, com grandes nomes da nossa história. Esse homem foi e é o pai da "limpeza dos cofres" a seu favor e inventor de grandes formas de encher os bolsos usando a política como seu instrumento...

Irondina Lopes disse...